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terça-feira, 14 de junho de 2016

Entre coordenadas e liberdades



Entre coordenadas e liberdades

Já estava quase indo embora”... sim, essas foram as primeiras palavras – austeras – que pronunciei para o Felipe. Ele tinha demorado muito – ok, dez minutinhos além do combinado – e eu já estava de saco cheio de esperar. Ele deve ter me achado ou maluca ou cheia de atitude, já que nos papos pela internet eu não tinha mostrado as garras.
Não me lembro do que ele disse, mas de qualquer forma, contornou bem a situação. 

Fomos andando sem muitas palavras e nos sentamos do lado de fora de um bar que outrora foi refúgio meu e de outros pares.

Hora de ressignificar!

Conversamos sobre a vida, sobre o filho dele, sobre as viagens, nas furadas que nos metemos em viagens, o que eu teria feito se fosse ele e o que ele fez sendo ele mesmo. No final, acertamos os signos e ascendentes e nos beijamos. Felipe só faltou ser condescendente com sua lua em leão, o que de longe não é o meu forte.

Marcamos o segundo encontro. Eu não estava animada, muito menos curiosa. O que me encorajava no início não fez nem cosquinha dessa vez. Afinal, o inesperado, a expectativa e o desconhecido é o que me moviam na noite em que nos conhecemos. Parece que tudo já perdera a graça.

Mas, dei a oportunidade.

Felipe passou às oito horas para me resgatar de um aniversário de uma amiga. O clima estava bom e, por um momento, pensei em dar o bolo no gatinho. Mas, tamanha era a vontade dele em me ver... que resolvi respeitar o moço. Me aguardavam um beijo e um abraço daqueles difíceis de desgarrar. 

Gostoso. 

E assustador.

Sufocante.

E ameaçador.

Deu medo do futuro e um filme passou pela minha cabeça. O dominador leonino intimidaria toda e qualquer liberdade da mulher taurina.

Criei meiguice.

E criei dissimulações.

Vieram fraudes.

E choveram pretextos.

Ao fim, criaram-se feras.


E desenvolvi asas.



segunda-feira, 14 de março de 2016

LISTA: o que aprendi com meus 30 anos














LISTA: o que aprendi com meus 30 anos

1 – Fazer exercício é fundamental

Ainda não tem certeza que chegou na casa dos 30? Então espera só para sua coluna travar! Cadê aquela virilidade toda? De virar noites dançando nas nights da vida? De subir correndo dez andares... fazer estripulias na piscina? Isso acabou! Agora sua vida é reclamar do trânsito, chegar no trabalho e ficar na frente de um computador e tomar café – ah, esse bem precioso! Agradeço por mais um xicarazinha! ;)  

Aí você recorre a acupuntura, meditação com cristais, pilates, RPG e até cartomante pra saber alguma fórmula mágica da dor passar. Pois é, queridinha, só vai melhorar mesmo se fizer exercícios com frequência. Não precisa virar a Pugliese – também ninguém aguentaria aquela vida só de maromba – mas vai dar uma caminhada na praia no fim de tarde e posta foto do pôr-do-sol. Combinado?


2 – Homem seguro é tu-do!

Podemos falar de quando o cara tá a fim, de quando não quer nada com nada, daqueles que chegam aos 30 – como nós – e ainda continuam na barra da saia da mamãe, daqueles que não se descobriram nem na profissão... sim, podemos. Enquanto nós já sabemos como decorar a casa nova, quantos filhos vamos ter e até já tem to-dos os detalhes da festa de casamento na cabeça. Eu, por exemplo, já comecei a preparar a playlist.

Mas podem passar milhares à sua esquerda, milhares à sua direita, você vai olhar mesmo é o cara que inspira confiança. E isso é fundamental!

Quando você já está com sua auto-estima trabalhada, não sofre de tantas inseguranças como nos 15 anos, já sabe o que quer de cor e salteado... ele aparece e te tira do prumo.

O cara seguro é tu-do e mais um pouco, vai por mim.


3 – Não é preciso ter 30 para ter 30

Ok, explico. Eu me sinto com 30 anos desde os meus 27. Estranho, né? É. Considerando que minha coluna travou a primeira vez quando tinha 28... 

E haja Salompas.

Ok, já falei desse assunto no primeiro tópico. Parei.

Essa semana um amigo de 24 veio se queixar comigo que o namorado não quer nada com nada, não pensa em futuro. Oi? Futuro aos 24? Nessa idade eu só queria ferver, gente.

O que eu falei pra ele? Relaxa, baby. Parece até que já tem 30 anos.... eu heim.

Se não bastasse isso, surgiu um outro amigo – este de 26 anos – reclamando de dor na coluna. Ficou uma semana afastado do estágio – não, sorry. Trabalho mesmo – porque a coluna travou.

Ok, não falo mais sobre o assunto. Prometo.


4 – Bom mesmo é viajar!

Antes uma boa respirada fundo já aliviava minha tensão. Quando o bicho pegava mesmo ia pra Pedra do Arpoador, escolhia um lugarzinho que eu conseguisse ver a imensidão do mar numa boa... e, tcharam! Bye bye pressão!

Agora, quando tô estressada o que eu quero? O quê? Não tô ouvindo... fala mais alto. Ahhh... o que eu quero? Viajar!

Pode ser pra fora, aqui no Brasil mesmo, uma escapadinha de três dias em Búzios – fora de temporada, convenhamos – ou uma de 20 dias desbravando a Europa. Tanto faz. Eu só quero é sair da rotina, conhecer gente nova, outras histórias, sentir frio e calor de um jeito diferente, tirar um milhão de fotos e dormir tendo hora para acordar combinada com o guia turístico.

Simples assim.


5 – Tudo passa

Estar apaixonada é uma delííícaaaa....

Epaaaa

Não. Para tudo.

Paixão é um turbilhão de sentimentos, de neuroses e acontecimentos. Geralmente dura pouco. Aliás, essa é a melhor parte.

Essa é a última dica e a mais importante: TUDO PASSA.


Inclusive momentos bons. Portanto aproveite sem moderação. Mas com responsabilidade. Até porque não tô querendo parar de me divertir, né? Nun-ca que vou estragar a brincadeira! 



terça-feira, 1 de março de 2016

‘Depois do Amor’, uma história da incompreendida Marilyn


‘Depois do Amor’, uma história da incompreendida Marilyn 

E depois do amor, fazer o quê? É matar ou morrer! Ou você corre atrás de explicações, enredos que não deram certo, lembranças inacabáveis e sonhos não percebidos ou você se acaba. Acaba a luz, o ar, a motivação e o viver o amor de novo.

Na peça “Depois do Amor - um encontro com Marilyn Monroe”, em cartaz no Rio de Janeiro, no Teatro Vannucci - Shopping da Gávea, Daniele Winits dá vida à sex symbol e Maria Eduarda de Carvalho vive sua antagonista, Margot Taylor. As duas rivais recordam os amores vividos – e bem vividos – e travam uma batalha regida por sensualidade e sentimentos complexos. Ora Marilyn se coloca como a insegura, pedindo desculpas a amiga por ter lhe roubado o namorado, ora se coloca como uma mulher digna de subir num salto 20 e levar os homens a ver-da-dei-ra loucura.

Uma guerra perdida. Porque, como todos sabem, a loira cobiçada se afundou em remédios, vícios e psicopatias por anos. A surpresa fica por conta de Margot, a camareira, que se mostra feminina, mesmo não sendo conhecedora de sexo como sua ex-amiga – sim, as duas eram bem próximas - nem digna de estonteante beleza. A mulher traída se faz vingada quando a sua escolha fica clara: casara-se novamente, tem uma filha e já espera um novo herdeiro. Tudo que Marilyn almejava.

Enquanto a diva do cinema, falida em seu segundo casamento, sem conseguir comparecer aos estúdios de Hollywood para filmar e ainda perseguida pela CIA, sofre sozinha, Margot se refaz. Passaram-se dez anos até o encontro derradeiro das duas. Uma de frente para outra, colocando tudo em pratos limpos.

A mulher incompreendida sofre por não conseguir ser o que queria, sofre por ter escolhido amores efêmeros, sofre por não ter encontrado afeto. Sim, é possível escolher. Marilyn se separou de Joe DiMaggio, seu segundo marido, por querer transformá-la numa dona de casa. Um começo de relacionamento já conturbado, justamente por ter sido o pivô da separação de Margot, e um fim derradeiro: ficaram apenas nove meses juntos.  

Quantas vezes trocamos amores por ambições? Trocamos amores duradouros – com problemas, indefinições ou mesmo barreiras aparentemente intransponíveis – por afetos momentâneos?

Não é amor que machuca. O amor só fortalece. O que machuca é a manifestação do ego, o que para Marilyn era como que um vício.

A última peça dirigida por Marilia Pera deixa uma pergunta: que mulher você escolhe ser?

Um aviso: a resposta em reticências não é mais válida.


Serviço:
Oi, o quê? “Depois do Amor - um encontro com Marilyn Monroe”
Onde? Teatro Vannucci- Shopping da Gávea (Rua Marquês de São Vicente 52 – 3º andar, Gávea)
Ah, beleza. Quando?  Quinta a sábado 21h30, Domingo 20h. Até 6 de março.
E quanto custa? R$80



terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A outra beleza [Resposta ao post anterior]

A outra beleza

É muito interessante quando a gente sofre tentando encontrar a si mesma.

A busca pela autoperfeição é um drama! Tanto sob o aspecto físico, o que, convenhamos, depois dos cinquenta fica apenas no sonho. Mesmo que se faça plástica ou se coloque botox. Aliás, lábios inchados nunca foi sinal de beleza. Aff...

Quanto no íntimo, tanto no pessoal!

Que ilusão será esta que faz com que algumas mulheres, muito mais que os homens, tentem tanto esconder suas idades e não percebem que estas vãs tentativas as fazem ainda mais velhas!!!???

Pode ser que eu esteja errada, mas os monstros que eu tenho visto me fazem gostar ainda mais das minhas rugas.

Mas, eu não quero me repetir falando delas outra vez. Prefiro falar do autoaperfeiçoamento interno, íntimo. Procuro a perfeição que me nutre, que me faz voar, me faz crescer.  Aquela que de fato nos torna mais belos, ainda que as indústrias queiram nos fazer acreditar no contrário.

Não! Não falarei de estéticas visuais! Hoje acordei com vontade de falar da grande necessidade que sinto em me tornar outra pessoa. Hoje quero deixar de lado a neurose de estar fisicamente bem. Quero deixar de lado a busca insana pela eterna juventude.

Hoje eu quero falar de mim. Não do meu corpo, não da minha aparência.

Quero falar do amor que estou aprendendo a sentir, do conhecimento que adquiri nestes 54 anos de vida. Do quanto caminhei  e do quanto ainda preciso e desejo caminhar

Quero falar dessa outra beleza. Da beleza interior. Da única verdadeira, já que sem esta a outra não sobrevive.

A beleza da Alma é a que nos nutre de juventude, de amor, de leveza.

Uma Alma triste num corpo belo? Não quero! É pura ilusão. É impossível que alguém de alma triste revele alguma beleza. Porque a tristeza não é bonita.


Belo é ter a Alma leve, feliz, suave. Por mais que queiramos acreditar que ter um corpo escultural (acho bem ridícula esta expressão) seja o sonho de todas as mulheres, no fundo, nem tão fundo assim, todas nós sabemos que o que queremos mesmo é que sejamos aceitas e amadas apesar da nossa aparência real. 


*** Texto escrito por Helenildes Alcantara, minha mãe, em resposta ao post anterior. ***



terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Eu só sei viver

Eu só sei viver

Quando eu tinha uns 14 anos, uma das saídas que fazíamos quando éramos jovens – cinema seguido de lanchinho – uma escolheu beber suco de laranja enquanto todos iam  na Coca. Até aí nada demais. O que me intrigou foi a explicação para algo que na época era usual: “não quero ter celulite”. Na mesma hora, pensei: ih, neurótica! Tão nova e tão preocupada, se poupando de viver, mal sabe ela que estresse faz a gente acumular líquido. 

E quantos não foram os arranca-cabelos que geraram umas covinhas no meu bumbum nos últimos anos?

Minha mãe há uns anos falava aos quatro ventos, “quero ser uma velhinha fofa, querida e amiga dos meus netos, daquelas com cabelo branco que deseduca os filhos da minha filha”. Ok, o tempo passou. E ela? Pinta o cabelo a cada quinze dias. Tricô? Nem pensa. Não saber nem pregar botão. Mas ainda continua com o sonho de pegar seu netinho no colo.

Eu me pergunto de onde vem esse medo de envelhecer. Não que eu ache que seja boa. Muuuuito pelo contrário... deve ser um porre! Imagina as minhas dores na coluna triplicadas? Imagina ser tratada como criança? Imagina demorar horas para fazer alguma coisa que eu fazia em meros minutos?

É inevitável. Taí uma coisa que quero estar viva para ver. Não sei se vou esbanjar saúde, se vou aparentar a idade que tenho, se vou descobrir novas formas de fazer sexo ou se vou rir das mesmas coisas. Sei sim que terei muitas histórias para contar. Porque se há uma coisa que faço bem é viver!






terça-feira, 13 de outubro de 2015

Você se sente cobrada aos 30 anos?



The 30th is the new 40th

Ok, chegamos aos 30. Foram uns 10 mil dias vividos sabe-se lá como, estando contigo mesmo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Tem como não se amar depois de tantos altos e baixos, idas e vindas, perguntas infindáveis e um coraçãozinho que foi partido e remendado tantas vezes?

Tem! O pior é que tem!

Você chega na “metade da vida” se cobrando família, filhos, uma carreira impecável, viagem ao exterior todo ano e um sorriso no rosto para as selfies.

Não, amada. Quem te pede isso são os outros. E você passou a gostar dessa cobrança. Até porque fez de tudo um pouco para chegar até aqui até se sentir frustrada ao ver sua vida dar de cara com um pano preto.

The end!

Hã? Opa! Peraí!

Quantos textos explicativos têm na internet dizendo como você deveria ser quando chegasse aos 30 anos? Falando assim me sinto como que no século passado. Nem as alunas de Julia Roberts em “O Sorriso de Mona Lisa” – uma história que se passa na década de 50 – pensavam dessa forma.

Um amigo falou pra mim um dia desses: “mas o auge mesmo é aos 34 anos”! Disse como quem diz “calma, ainda temos tempo”. Eu só olhei e tentei ver o que se passava ao meu redor. Tenho colegas, conhecidos, amigos de amigos que passam pelo mesmo probleminha: de reclamarem da idade e esperarem ansiosos por.... pelo que mesmo?

Por ansiarem o nada. Porque a paz que eles almejam nunca virá. Querem filhos. Quando o tem reclamam por falta de tempo! Quando os pequenos crescem mais um pouquinho, se incomodam com as mães dos amiguinhos do colégio. Quando... opa, parei, juro. É um ciclo vicioso.

Eu vos digo: cada idade com seu problema! Mas, os problemas dos 30 são outros.

Explico: a questão aqui é repetir as besteiras que você fazia com 20? Continuar usando os mesmos clichês para explicar as frustrações amorosas? Manter a postura de estagiário quando se é um executivo? Frequentar os mesmos lugares? Atrair os mesmos homens? Não se permitir mudar e seguir em frente com ideias que você viu que não se sustentam mais?

Agora, sim: ainda há tempo, simbora!?