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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O Samuel, aquele... da academia!

 

O Samuel, aquele... da academia!

Cheguei agitada e fui correndo pro vestuário pra colocar meu uniforme da saúde: calça legging e top. O dia foi corrido no trabalho e estava precisando de um pouco de endorfina para desestressar. Nada que uma boa corrida para esquecer dos problemas e, depois, um banho frio pra acordar de novo.
Mas, no meio do caminho tinha o Samuel.
Samuel estava lá, todo todo. Me olhava diretamente. Negro. Alto. Cheirando a homem. O suor escorrendo pelo rosto. E que rosto! Samuel é lin-do! E me deixa sem palavras. É, ele me deixa sem graça quando me olha daquele jeito.
Eu passei batida por ele. Meu olhar se perdeu.... olhei pro chão, pro teto... não faço ideia pra onde olhei, mas não foi diretamente pra ele. E Samuel é tão grande que mesmo não olhando nos olhos dele, com certeza eu reparei nos braços e nas pernas saradas já pensando que elas me enrolariam à noite e pesariam na minha lordose depois de uma noite de sexo suado.
Devo ter ficado vermelha. Acho até que ele gosta de me ver assim. Deve achar sexy. Deve achar que pode me encurralar a qualquer momento na academia, acender as luzes que piscam no escuro da sala de spinning e explorar todos os espelhos.
Lá fui eu pra esteira. Foi só eu conectar na minha play list – escolhida a dedo pelo meu amigo gay, o de(quase) todas as horas, sabe? – que Samuel me aparece. Que susto! Ele precisa aparecer logo assim, do nada, do meu lado?
Se inclinou na minha frente e lançou um “oi”. Gelei.
Pela minha timidez, preferiria uma abordagem pelo whatsapp. Mas, ok, estamos aqui; então vamos em frente.
Eu retribuí: “oi”. E ele, direto que só: “vai usar só por meia hora”?
Sem palavras.
Dessa vez, fui eu que inclinei pra frente. Diminuí nossa distância e tirando os fones do ouvido, falei: “desculpa... o quê”?
Samuel manteve o olhar e sem piscar me perguntou novamente se eu iria ficar na esteira por tão pouco tempo. Eu tentei responder, mas ele não me deu chance. A essa hora eu já devia estar roxa, mas, por dentro, era um poço de curiosidade. Era o que me movia. O tesão e a expectativa do que aconteceria.

Não demorou um segundo para irmos para a lanchonete. Eu pedi um suco de laranja com cenoura sem açúcar e ele uma vitamina que não sei nem quantos ingredientes tinham. Quando o pedido chegou, pensei que seria proporcional ao seu tamanho. E, claro, se fazia jus a tudo mesmo!!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Sobre Viver


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Confissões da manhã


Confissões da manhã


Foi só eu passar naquele corredor que a barba me chamou a atenção. Mas, discreta que sou, passei direto e ensaiei um ‘bom dia’. E, claro, recebi a resposta, educadamente.


Continuei meu caminho, mas aquela voz grossa já ressoava no meu cangote. Sim, sou rápida. Já comecei a imaginar aquela voz rouca e grave nos pés do meu ouvido, me encantando. Me chamando pra dançar? Não! Me chamando pra embarcar nas loucuras dele.

Eu, sem dizer uma palavra, pedia só pelo olhar para que ele parasse aquela tortura e fosse direto ao ponto. Eu não aguentava mais. Era uma tensão se segurar tanto quando estava louca pra satisfazê-lo. Parece que já sentia o teu cheiro e teu corpo por inteiro me incomodando entre as pernas.

Ok, passou. Respirei fundo e lá fui eu para meu destino. Passaram-se apenas quinze minutos para que a sensação voltasse. Explico: ele não tem nome, ele não tem profissão, não sei se é casado, quais são seus sonhos e ambições, é moreno, tem uma barba robusta, magro e com uma bunda que dá vontade de apertar e morder.

Ele parece esse tipo de homem que te deixa nua só com o olhar. Quando chega perto, te toca tão de leve que quase faz cócegas. Mas, na verdade, ele só quer que você o implore. E depois de tanto pedir, vem com força pra dentro de você. Aí sim. A força, a  masculinidade, o gemido e o cheiro de homem vêm à tona.

Ele não gosta de música clássica, mas conhece todos os compositores mais importantes. Ele gosta de funk e até ensaia passos engraçados para um homem. Ele não come lagosta, mas sabe bem o gosto que tem. Aliás, ele prefere o camarão frito à beira mar. Viaja pra Região dos Lagos no feriadão e adora crianças. Prefere banho frio ao quente, ainda mais quando o corpo ainda está pegando fogo.

Eu até já imagino o dia seguinte. Recuperada do fôlego que ele me tirou na noite anterior, eu abro os olhos e lá está o macho: nu, me olhando de lado, e com o membro já em riste. Só com o corpo eu digo que quero mais. Ele vem andando com aquela calma habitual. Mas eu sei que a agitação é iminente.

E eu? Atravesso o corredor com o brilho no olho e o sorriso de canto de boca que só os amantes entendem e me deparo com um ‘bom dia, tudo bem?’.