Pizzaria Carioca da Gema fechando, Enchendo Linguiça com
suas portas da Lapa abaixadas. Crise antes das Olimpíadas para alguns. E para
outros chance de expansão. Vide o Galeto Sat's e o Botto Bar que vão abrir filiais
em Botafogo. E o Colarinho, boteco das cervejas especiais do bairro, que
adentra o imóvel coladinho nele.
Poderia ter sido Berenice, mas foi Maria. A gravação do DVD
do Arruda, que aconteceu nesse domingo, 3, elevou Maria Menezes. A cantora de
33 anos e já 19 de estrada começou o show ao lado da Tia Zezé. Uma bela
homenagem à senhora que viu o grupo nascer e é uma das responsáveis pelo sucesso
do pagode até então na Mangueira. Maria rendeu honraria logo no início e
durante o show não se esqueceu dela, no cantinho de destaque do cenário.
Não poderia ter sido diferente, tudo tinha o clima do
Arruda. Da favela a Zona Sul, visto nas pipas espalhadas pelo palco e na área
vip do Clube Renascença ao figurino estiloso. O amarelo do vestido de Maria
refletia as luzes do seu black; muito mais comercial inclusive. O tom foi perfeito
do início ao fim. Quem viu a morena comandar rodas de samba ao lado de
marmanjos e bambas já imaginava que esse dia chegaria. E chegou. Tem mais
brilho, mais gesto, mais carão, mais presença.
A Berenice em questão, lembra dela? ‘É uma nega maneira lá
de Mangueira, produto do morro, mulata tipo exportação’ e foi embalada pelos
versos de Nego Josy e Armandinho do Cavaco. É daquelas músicas que gruda na
cabeça e não solta mais. Mas pra que soltar, né? Se é boa, que fique.
Quando a personificação da mulata da Mangueira subiu no
palco, só dava ela. Aprovada até pelas mulheres, que faziam coro no fim da
primeira rodada: ‘uh, é Berenice’! Bonito de se ver.
Calma, que teve mais: Dudu Nobre, Toninho Geraes
e André da Mata. Todos em duetos com Maria. Mas eu fico mesmo com a culpa
usual: Menezes e Nego. Tem gente que se olha e já sabe o que o outro está
pensando. Eles não. Eles não fazem esse estilo. Se comunicam por telepatia e já
engatam o tom certo.
Ao Arruda, que a inspiração não cesse e que a união seja
contagiante. Vida longa ao samba! **fotos de Jordan Alves.
Muito se discute sobre a exposição feminina quando o assunto
é comercial de cerveja. Já figuraram gostosas, peitudas, sambistas, bundudas,
boas de copo e de perna e vozes com aquele tom masculino – típico de quem
toma suplementos para malhar. Parecem realmente terem saído de academias ou de
revistas de marombeiros.
Claro, em nada se parece com as belas, recatadas e do bar
que batem ponto nos botecos da cidade. Mulher boa é aquela que escolhe ser o
que quer e assume isso! Se encostar no balcão e pedir uma gelada com jeitinho
ganha muitas madrugadas de azaração, papos políticos e confidências que só um
bar permite.
Algumas geladas acertaram de bate e pronto no design e
concepção dos rótulos. Olha só:
Já a Itaipava foi uma que mudou de cara recentemente. E tem explicação:
quer ganhar mais espaço no mercado. Na última edição da pesquisa Top of Mind, anunciada
em julho de 2015, a marca conquistou o terceiro lugar entre as cervejas mais
lembradas pelos consumidores.
Enquanto aqui no Rio as artesanais ganham cada vez mais
espaço, a Itaipava avança no Nordeste. Por lá, a marca chegou em 2012 e é a mais
vendida em diversos estados. A meta é que até o fim deste ano, todo o Brasil
conheça a nova embalagem.
O jazz já embalou muitas noites
de amor minhas, mas poderia ter sido a trilha sonora de algumas brigas também.
É clássico, sensual e melancólico. Depende do dia. Depende da companhia. E do
que te embala. Não à toa uma das minhas cervejas prediletas – no momento – é a
Jazzy. Forte, com gengibre e servida num copo de respeito. Tudo que é bom:
aquele prazer que dá no final – e que você re-al-men-te só se percebe quando acaba -, farta, robusta e de sabor inigualável.
Meu Deus, como não escutar Nina Simone agora?
Sim, eu quero. E agora!
Se estiver no Rio de Janeiro, vá
numa das dicas da Ju aqui e aproveite para ouvir, dançar ou chorar ouvindo jazz.
É só escolher!
TribOz
Enquanto há música ao vivo, reina
o silêncio. Na casa, todos são convidados a ficarem calados enquanto os músicos
se apresentam. E a regra é levada a sério. O duo Alma Thomas e Trajano e Andrea
Dutra dão expediente por lá com repertório de jazz e blues. A programação de
quinta a sábado embala happy hours de forma elegante e descontraída.
Um ambiente aberto nos fundos do
bar e uma carta que gira em torno de 100 rótulos de cerveja. As quartas-feiras
são dedicadas ao choro, as quintas-feiras são dias de bossa nova e MPB enquanto
as sextas-feiras se alternam com samba, bossa nova, pop rock, MPB e jazz.
Um casarão rústico e charmoso em
Santa Teresa, que ainda mantém o ventilador de teto. A peça está lá quase que
por enfeite, já que no verão carioca o ar-condicionado da casa não desliga. A
música cria um ambiente agradável às refeições. Na sexta, acontece o show de
bossa nossa e jazz.
Rua Almirante Alexandrino, 412,
Santa Teresa.
Telefone: 2531-8787
Couvert: R$ 10,00
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Charleston Bubble Lounge
O estilo clássico do salão remete
aos anos 20. À noite o lustre impera no ambiente mais escuro. A programação
inclui jazz nas quartas-feiras e chorinho nas quintas.
Tem em Madri, Barcelona,
Cingapura e Londres, mas só o Rio de Janeiro possui cardápio de caipirinhas. Um
adendo especial: às sextas-feiras tem jazz ao vivo a partir das 21h.
Chega.
Oi, tudo bem? Senta.
Recebe cardápio.
Coloca guardanapo no colo.
Celular é o terceiro garfo.
Pede. Escolhe o vinho.
Cheira. Gira em arco.
Aprova?
Ok.
Fo-to.
Post-ta.
Pensa na luz. Dispensa entrada.
Vem o principal.
Olha. Olha de novo. Pensa no ângulo.
Perfeito.
Pera. De cima. De lado.
Ajeita as sombras.
Contraste.
Corta. Vai à boca.
Pausa.
Fo-to.
Comenta o sal.
Gostou?
Acessa.
Comenta, cheira, come, sente, come, harmoniza.
Pode retirar, por favor.
Carta nova?
Doces!
Fo-to.
Pos-ta.
Co-men-ta.
Colher chega devagar.
Degusta.
Brinca.
Engole.
Ri. Elogia. Ri de novo.
Pergunta. Agradece.
Café?
Dois, por favor.
Lin-do.
Fo-to.
Cre-mo-so.
Hum... quen-ti-nho.
Hashtag.
Pos-ta.
Obrigada, chef.
Obrigada, garçom.
Obrigada, cumin.
Volta.
Selfie.
Até a próxima.